Responsáveis pela chacina do Benfica são condenados a penas que chegam 363 anos de prisão

Após uma longa sessão que lotou o salão principal do Tribunal do Júri, no Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza, a Justiça condenou os três réus apontados como envolvidos numa organização criminosa responsável pela chacina do Benfica, ocorrida em março de 2018. AS penas somadas chegam a 363 anos de prisão. Sete jovens foram mortos, a tiros, por conta de uma rivalidade entre facções. Dos três réus, dois foram condenados pelos assassinatos e o terceiro por participar da quadrilha, sendo inocentado dos assassinatos.

O réu Douglas Matias da Silva foi condenado a uma pena de 189 anos, quatro meses e 12 dias de prisão, pelos crimes de assassinato triplamente qualificado e participação em organização criminosa. Steferson Mateus Rodrigues recebeu uma condenação de 170 anos e oito meses de reclusão, além do pagamento de multa. Já o réu Francisco Elisson Chaves conseguiu provar que na data da chacina não estava em Fortaleza. Por conta disso, foi inocentado das mortes, mas condenado a quatro anos e 10 meses de prisão por participar da organização criminosa.

Os crimes ocorreram na noite de 9 de março do ano passado, ocasião em que sete jovens foram assassinados a tiros de pistola no bairro Benfica, na zona Central de Fortaleza. Os três primeiros foram baleados na Praça da Gentilândia. Os demais, em ruas próximas dali.

Segundo apuraram as investigações policiais, a chacina foi motivada pela rivalidade entre duas facções criminosas que atuam no Ceará, além de inimizades por conta de torcidas organizadas.

Assassinados

Sete jovens foram mortos, sendo identificados como: Os mortos na chacina foram: Bruno Araújo de Oliveira, 23 anos; Júlio Cpésar Clemente da Silva, 28 anos; Carlos Victor Menezes Barroso, 23; Pedro Braga Barroso Neto, 22; Joaquim Vieira de Lucena Neto, 22; Adenilton da Silva, 22 anos; e José Gilmar Furtado de Oliveira Neto, 33.

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