PSDB ameaça cassar os mandatos de vereadores infiéis de Aracoiaba

O prefeito em exercício de Aracoiaba, Helder Paz, esteve reunido nesta quarta-feira (30) com a assessoria jurídica do PSDB para avaliar medidas cabíveis à situação de infidelidade partidária que vem marcando a atuação da bancada do partido na Câmara Municipal. Helder Paz é presidente do Diretório Municipal do PSDB, estava na presidência da Câmara Municipal, e foi convocado para assumir o comando do Executivo após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que no último dia 24 de setembro derrubou liminar que mantinha o prefeito Antônio Cláudio no cargo. Pouco tempo depois, no entanto, Helder Paz acabou sendo afastado pela Câmara Municipal em uma sessão tumultuada que contou com votos decisivos dos vereadores do próprio partido. Na semana passada, uma liminar concedida pela juíza da comarca, Cinthya Pereira Petri Feitosa, devolveu o mandato a Helder Paz.

Em reunião no último dia 14 de outubro, a executiva estadual do PSDB deliberou sobre irrestrito apoio político e administrativo ao prefeito interino, com orientação aos vereadores que compõem a bancada tucana na Câmara Municipal para que atuasse dentro do devido amparo legal novo gestor. “Para nossa surpresa, vimos nossa bancada votar contra os interesses do partido e, de maneira ainda mais agravante, contribuindo para inviabilizar o mandato de Helder Paz, que vem a ser também o presidente do PSDB de Aracoiaba”, afirma o presidente do diretório estadual, Luiz Pontes. Os vereadores do PSDB que votaram pelo afastamento de Hélder Paz foram Tico da Varzante, Estelita, Conceição Pinheiro e Mita.

Eleição Suplementar – Em paralelo a essa questão disciplinar, o TRE-CE já marcou para o dia 1º de dezembro a eleição suplementar para prefeito e vice-prefeito do município de Aracoiaba. O prefeito Antônio Cláudio e da vice-prefeita Maria Valmira Silva de Oliveira, a dona Bill, haviam sido cassados em agosto de 2018, por abuso de poder político e econômico. Porém, por decisão do TSE, mantinham-se nos cargos por força de uma liminar, que foi revogada no dia 24 de setembro. Luiz Pontes e Tasso Jereissati ( foto )  não aceitam infidelidade partidária.

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