Mais de 500 denúncias sobre prédios em situação de risco chegam à defesa civil

Após o desabamento do edifício Andréa, a Defesa Civil já recebeu mais de 500 denúncias sobre prédios em situação de risco em Fortaleza. De acordo com o coordenador Luciano Agnelo, os chamados para inspeção ocorrem via Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops). O órgão segue fazendo inspeções em um condomínio no bairro de Fátima que foi interditado na noite dessa quarta-feira, 30, depois de moradores reclamarem de problemas na estrutura.

O laudo para o edifício Modigliane deve sair na segunda-feira, 4. A maioria dos residentes já evacuou o prédio. No entanto, sete famílias ainda seguem em suas casas por não ter outras opções de abrigo. Agnelo pede que, no caso de prédios em risco, os moradores não esperem apenas a fiscalização da Defesa Civil, mas procurem outras autoridades que possam atestar a segurança do imóvel. “A responsabilidade também é do proprietário, é a vida dele que está em jogo”, diz.

Uma comissão foi formada pela Prefeitura e pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) para mapear construções e imóveis irregulares em Fortaleza. Os órgãos estão promovendo reuniões para decidir um plano de ação.

Ainda no bairro de Fátima, outro prédio também está sob risco de desabamento. Ele foi notificado pela Defesa Civil em 2015, mas só agora, após decisão da Justiça, é que passará por reformas. Um dos apartamentos será leiloado para arcar com as despesas da reforma.

Outros prédios da Capital passam por reformas depois da queda do edifício Andréa. No bairro Varjota, o condomínio Augusta Azevedo passa por reparos nas colunas de sustentação. De acordo com a moradora Estela Oliveira, a Defesa Civil visitou o local em julho, mas só após o prédio cair no Dionísio Torres foi que as obras de reparo avançaram. “Estou tranquila, mas a gente vê na TV esses casos e fica com medo”, diz.

Segundo o dono dos imóveis do condomínio da Varjota, Francisco Ferreira de Azevedo, o local tem sete prédios de 20 a 40 anos e 364 apartamentos. Ele é engenheiro civil e explicou que algumas colunas receberam escoramento e estão sendo reformadas. Os apartamentos estão sendo revisados por blocos. O morador Jaime Liberato também diz que o processo de reforma foi acelerado depois do desabamento do Andréa.

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