Mais de 400 entidades assinam pedido conjunto para impeachment de Bolsonaro

Partidos de oposição protocolaram, nesta quinta-feira, 20, primeiro pedido de impeachment em conjunto contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Além de sete partidos de oposição, mais de 400 entidades e movimentos sociais assinam o pedido de impedimento do presidente. Entre elas, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

Entre os pontos defendidos, o pedido de impeachment denuncia a participação do presidente em manifestações políticas de “índole antidemocrática e afrontosas à Constituição”. O documento ainda destaca as investigações em curso sobre possível interferência de Bolsonaro na Polícia Federal e os pronunciamentos de “caráter antagônico” em relação ao trabalho feito pelo Ministério da Saúde.

“(Bolsonaro apresenta) postura de caráter substancialmente atentatório ao bem-estar e à proteção da vida e da saúde de brasileiros e brasileiras, no sentido de perpetrar intencional sabotagem das cautelas sociais e medidas governamentais indispensáveis à contenção dos efeitos devastadores de uma catástrofe sanitária em pleno estágio de avanço”, defende o documento.

Leia a íntegra do pedido de impeachment

Em coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira, 20, no Congresso Nacional, a presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), afirmou que o presidente não consegue exercer coordenação política necessária para a crise que o País enfrenta. “Bolsonaro não tem condições humanas e políticas de presidir o país. Não consegue se colocar no lugar do outro, sentir a dor do outro”, enfatizou.

O ataque a outras instituições, como o Supremo Tribunal Federal (STF) e os governos estaduais, também foi abordado pelo pedido de impeachment. No último dia 3 de maio, por exemplo, o documento considera que o presidente “ameaçou e constrangeu publicamente” o STF.

“Chega de interferência. Não vamos admitir mais interferência, acabou a paciência. Vamos levar esse Brasil para frente”, disse o presidente em ato no Palácio do Planalto. A declaração aconteceu após o ministro do STF, Alexande de Moraes, vetar a nomeação de Alexandre Ramagem para o cargo Diretor-Geral da Polícia Federal.

O deputado José Guimarães (PT-CE), líder da Minoria na Câmara, defendeu o pedido em publicação em suas redes sociais. “O Brasil cansou do governo Bolsonaro, ele é incompetente e inepto. Atenta todo dia contra os direitos, a liberdade de imprensa, a democracia e as instituições. Não reúne condição alguma de governar com os problemas graves que o Brasil está enfrentando”, afirmou.

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