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O Ceará chega ao 16º mês seguido de queda em se tratando de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs). A marca histórica é alcançada após a consolidação dos números do mês de julho de 2019, quando o Estado registrou 48,1% de redução no índice, que soma os casos de homicídio doloso/feminicídio, lesão corporal seguida de morte e roubo seguido de morte (latrocínio). Foram 196 casos em 2019 frente aos 378 do ano passado, o que representa 182 mortes a menos em todas as regiões do Estado. Os números foram compilados pela Gerência de Estatística e Geoprocessamento (Geesp) da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp), vinculada à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), que divulgou os dados nesta terça-feira.

Julho de 2019 também marca o menor número de mortes no Ceará nos sete primeiros meses do ano, desde 2009, quando a séria histórica do indicador começou a ser consolidada. Assim como o Estado, a capital Fortaleza vem acumulando quedas consecutivas por 17 meses, ou seja, desde março de 2018. Os números de CVLIs vêm reduzindo mês a mês na Capital comparado ao mesmo período do mês anterior. Em julho deste ano, foram contabilizados 69 casos contra 130 de julho de 2018, correspondendo a uma queda de 46,9%, ou 61 registros de mortes a menos no mesmo intervalo.

Redução

Entre as razões para a manutenção de quedas sucessivas no Ceará está a continuidade dos trabalhos voltados para combater os crimes contra a vida e o investimento feito em estratégias tecnológicas pautadas no enfrentamento à criminalidade. “Algumas questões explicam o diferencial no Ceará. Aqui temos inovado e criado estratégias apoiadas por tecnologias disruptivas e criando a primeira área de ciência de dados na segurança pública do País. Das inúmeras iniciativas que utilizamos para perseguir a redução da criminalidade no Estado está a integração entre as instituições e investimento no ingresso de novos servidores, na formação continuada dos profissionais da segurança pública, na aquisição de equipamentos, assim como na inserção de pesquisadores de universidades na construção de novas ferramentas tecnológicas, voltadas para as necessidades das forças de segurança. Não começamos esse trabalho do dia para noite”, ressalta o secretário da Segurança Pública do Ceará, André Costa.

O secretário completa a lista de iniciativas com a territorialização do policiamento em áreas vulneráveis da Capital e as medidas adotadas dentro dos sistemas prisionais do Estado. “Acrescente-se a estratégia de territorialização do policiamento com as bases do Programa de Proteção Territorial e Gestão de Riscos (Proteger) da Polícia Militar e o trabalho de dissuasão focada da Polícia Civil em microterritórios onde havia maiores disputas entre organizações criminosas. É fundamental também o trabalho desenvolvido no sistema penitenciário do Ceará pelos agentes penitenciários”, frisou.

Territórios em julho

A maior redução percentual registrada nos territórios do Estado foi no Interior Norte, região que compreende os municípios das Áreas Integradas de Segurança 14, 15, 16 e 17. Foram computados 45 casos a menos de CVLI, saindo de 77 de julho em 2018 para 32 este ano, representando uma queda de 58,4% na região. Logo em seguida, vem a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), que concentra as AISs 11, 12 e 13. Lá os números de julho de 2019 também caíram mais da metade se comparados com o mesmo mês do ano anterior: 52,8%. Foram registradas 57 mortes a menos no período, de 108 casos em 2018 para 51 em 2019. Por fim, o Interior Sul, que engloba as AISs 18, 19, 20, 21 e 22, marcou 30,2% de queda no mês de julho de 2019, saindo de 63 para 44 casos.

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