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A média dos lucros obtidos pelos 40 postos de combustível investigados destoava da média no Estado e no País, segundo o promotor Nivaldo Martins, do Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon) em Barbalha. Ele, no entanto, não detalhou quais eram esses valores. Durante a coletiva de imprensa organizada na tarde desta quinta-feira (9), no Cariri, o Ministério Público do Ceará (MPCE) e a Polícia Civil divulgaram que R$ 698.335 em espécie foram apreendidos nas residências dos proprietários de alguns dos estabelecimentos.

“Para que não haja guerra de preços, eles realizam combinação, se unem para adotar práticas de combinar o preço. Os preços estavam quase iguais, com diferença de 3 centavos”, explica Nivaldo Martins.

O dinheiro encontrado nos postos não foi apreendido, conforme orientação da promotora Juliana Mota, de Juazeiro do Norte. Segundo ela, o valor recolhido nas residências chamou atenção, considerando a movimentação volátil característica da maioria dos postos. "Num local só havia 300 mil reais. Em outro, 100 mil, 170 mil. Havia até máquina de contar dinheiro", revela.

Os materiais apreendidos durante a operação ‘Conexus’ incluem 82 celulares, 12 armas de fogo e 336 munições. De acordo com o delegado Juliano Marcula, dez prisões foram efetuadas por porte ou posse ilegal de armas de fogo, e recolhidas à cadeia pública em Crato e Juazeiro. Destas, oito pessoas foram liberadas por fiança.

Cartelização

A operação tinha como objeto a possível cartelização na região que engobla Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, de acordo com o promotor Thiago Marques. "A investigação começou depois que saiu um relatório do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que já indicava isso há um ano e meio, a partir de uma percepção popular que ficou alinhada ao MPCE", explica. Segundo ele, o objetivo não é reduzir os preços nos postos, porém, a operação deve impedir a abusividade.

"A gente recebeu um farto material para fazer análise. Vamos contar com o apoio da Polícia Civil e com núcleos de perícias. Esses aparelhos precisam ser a alisados formalmente", afirma Juliana Mota.

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