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Sete pessoas foram mortas aproximadamente no mesmo horário em três pontos localizados em um raio de 50 metros, no município de Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, na noite de segunda-feira (18). As vítimas são quatro mulheres e três homens, todos mortos a tiros, no bairro Parque Jari. Não há feridos.

De acordo com a Brigada Militar, os autores da chacina se dividiram e executaram as vítimas pouco antes da 0h.

"Os três crimes ocorreram num raio de 50 metros um do outro, então, inicialmente, mataram um olheiro, como a gente chama, um rapaz que fica observando a movimentação, eliminaram aquele primeiro alvo e depois invadiram as outras duas casas", destaca o subcomandante do 18º Batalhão de Polícia Militar de Viamão, capitão Vinicius de Aguiar Aires.

A primeira das sete vítimas foi morta na Rua Araranguá, e identificada como Cláudio Roberto Gonçalves, de 38 anos. Em seguida, três foram executadas na Rua Guarapari: Douglas da Costa Orguin, de 19 anos, que estava no pátio de uma casa, além de Greice Kelly da Mota Jorge, de 28 anos, e Stefânia Carvalho da Silva, de 20 anos, que estavam no interior da residência.

Outras três pessoas foram mortas na Rua Professor de Freitas Cabral, e duas delas foram identificadas: Graziela da Silva Santos e Frank Bruno, ambos sem idade confirmada. A polícia ainda apura qual a relação entre as vítimas.

Segundo as autoridades, três dos mortos não tinham antecedentes criminais. Uma das mulheres mortas usava uma tornozeleira eletrônica.

Moradores das regiões optaram pelo silêncio por medo da violência. De acordo com a polícia, os locais onde aconteceram as mortes ficam em áreas onde ocorre a venda de drogas. A hipótese inicial é de que as execuções tenham relação com a disputa entre facções criminosas.

Ainda conforme as autoridades, em um dos locais onde aconteceram os crimes, crianças e um cadeirante presenciaram os assassinatos.

"Eles já tinham os alvos definidos e eliminaram esses que eles já tinham programado. Esse PNE (portador de necessidades especiais) e essas crianças foram poupados dos crimes, tanto que não houve feridos", salienta o capitão Aires.

Agora, a polícia investiga se o restante das pessoas mortas tinha envolvimento com o tráfico de drogas. Pelo Twitter, o delegado Emerson Wendt, chefe da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, destacou que irá disponibilizar um efetivo temporário de cinco policiais para ajudar nas investigações.

O município de Viamão é um dos mais violentos do Rio Grande do Sul. De acordo com o Atlas da Violência, divulgado na sexta-feira (15) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a cidade tem a maior taxa de homicídios para cada 100 mil habitantes do estado, com 77,1 casos – superior a Alvorada (71,8 casos), Porto Alegre (58,1 casos) e Sapucaia do Sul (50,4 casos) – e é a 21ª com o maior índice no país.

Conforme a Secretaria Estadual da Segurança Pública, Viamão é o quinto município no estado com o maior número de vítimas de homicídios dolosos até maio deste ano. Foram 45 vítimas, em 39 casos. A cidade fica atrás apenas de Porto Alegre (268 mortos), Alvorada (69), Canoas (53) e Pelotas (46).

Chacinas no RS
O mais recente Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em outubro de 2017, indicou que o Rio Grande do Sul foi o segundo estado do país com mais chacinas em 2016. A maior parte desses crimes aconteceu em Porto Alegre e na Região Metropolitana, e a polícia acredita que as mortes violentas tenham relação com a disputa pelo poder entre facções criminosas.

São caracterizados como chacina crimes com três ou mais mortes. No ano contabilizado pelo anuário, foram 26 casos, com 90 pessoas mortas, enquanto em 2015 foram 15 ocorrências, com 50 mortos.

Um dos casos de maior repercussão teve seis jovens entre 15 e 26 anos mortos em abril de 2015, em uma pousada na cidade de Cidreira, no Litoral Norte. Outra chacina que demandou ampla ação policial aconteceu em novembro de 2016, quando quatro pessoas foram mortas por um agricultor em Pinhal Grande, na Região Central do estado. Na semana passada, ele foi condenado a 128 anos de prisão em regime fechado.

Neste ano, pelo menos duas chacinas foram registradas em Porto Alegre, em diferentes regiões da capital gaúcha. A primeira delas aconteceu em março, no bairro Lomba do Pinheiro, na Zona Leste, onde dois homens e uma mulher foram mortos a tiros. No fim de semana passado, mais um caso foi contabilizado, com quatro mortes no bairro Belém Velho, na Zona Sul da cidade.

O delegado Gabriel Oliveira Bica, diretor da Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, afirmou que a chacina ocorrida na noite de segunda-feira foi uma das maiores já vistas no estado. Segundo ele, não é possível precisar desde quando não há um número tão expressivo de mortes no mesmo crime, mas afirma que o número de chacinas no estado tem aumentado gradualmente.

"Isso aconteceu porque se perdeu a figura do inimigo. Não tem mais uma pessoalização, de ter rixa com fulano, ela passou a ser com fulanos, de determinado grupo criminoso, e agora até mesmo com a população de uma determinada área. Por isso há essa generalização, um aumento da violência banal, porque às vezes nem importa se a pessoa morta tinha ligação com o grupo crimoso rival, mas por morar naquele local determinado pela facção inimiga já se torna um alvo", afirma Bica.

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Nas negociações para fechamento de um acordo de delação premiada, o ex-ministro Antônio Palocci sustenta que seu sucessor no ministério da fazenda, Guido Mantega,montou uma espécie de central de vendas de informações ao setor financeiro durante os governos do PT.

A sede desta central seria o prédio do ministe´rio da fazenda em São Paulo,na avenida Paulista, onde Mantega despachava às sextas feiras.

Palocci implica o sucessor em um suposto esquema de repasse de informações privilegiadas. Mantega antecipava dados a respeito de juros e edição de medidas provisórias, por exemplo, que eram do interesse dos bancos,em troca de apoio ao partido dos trabalhadores,PT. De acordo com Palocci, agentes do sistema financeiro tinha acesso, atencipada ou privilegiadamente, a dados importantes e assim poderiam se preparar e até se proteger diante de medidas que afetariam o setor.Mantega disse que vê com  estranheza as declarações de Antônio Palocci.

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A chacina que deixou sete mortos em Viamão, na noite desta segunda-feira (18), é a maior já registrada em sete anos na Região Metropolitana, segundo levantamento da editoria de Segurança dos jornais Zero Hora e Diário Gaúcho, iniciado em 2011. Quatro mulheres e três homens foram mortos em três ruas da Vila Augusta.

A ocorrência desta segunda é a terceira deste tipo de crime em Viamão. A última foi há pouco mais de um mês, no bairro Esmeralda, e deixou três mortos. Ao todo, 13 pessoas já foram mortas vítimas de chacina na cidade este ano.

Até então, o maior número de vítimas era cinco — com três casos, sendo dois em 2017 e um em 2016. A ocorrência mais recente registrada com este número aconteceu no final de dezembro do ano passado na Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre. Na ação, as vítimas foram mortas em duas casas por oito criminosos que chegaram armados.

De um total de ao menos 432 mortos na Região Metropolitana neste ano, 49 morreram em casos de chacinas, o que representa 11% do montante. Esta é também a segunda chacina ocorrida na Grande Porto Alegre em menos de uma semana: no sábado, quatro pessoas foram executadas no bairro Belém Novo, na Capital.

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Nas negociações para fechamento de um acordo de delação premiada, o ex-ministro Antônio Palocci sustenta que seu sucessor no ministério da fazenda, Guido Mantega,montou uma espécie de central de vendas de informações ao setor financeiro durante os governos do PT.

A sede desta central seria o prédio do ministe´rio da fazenda em São Paulo,na avenida Paulista, onde Mantega despachava às sextas feiras.

Palocci implica o sucessor em um suposto esquema de repasse de informações privilegiadas. Mantega antecipava dados a respeito de juros e edição de medidas provisórias, por exemplo, que eram do interesse dos bancos,em troca de apoio ao partido dos trabalhadores,PT. De acordo com Palocci, agentes do sistema financeiro tinha acesso, atencipada ou privilegiadamente, a dados importantes e assim poderiam se preparar e até se proteger diante de medidas que afetariam o setor.Mantega disse que vê com  estranheza as declarações de Antônio Palocci.

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O terceiro dia da marcha dos vereadores em Brasília teve participação dos precidenciáveis Geraldo Alckmim, do PSDB, e Jair Bolsonaro, PSL. O ex-governador de São Paulo foi ovacionado. Na última palestra da XVI marcha dos vereadores sobre a capital da república, o presidenciável do PDT, ex-governador do Ceará e ex-ministro dos governos Itamar Franco e Luiz Inácio Lula da Silva, Ciro Ferreira Gomes, deixou a todos os participantes do seminário atônitos com a sua capacidade de abordar as grandes questões nacionais, bem como os problemas que dizem respeito aos vereadores e a sinalização para que o país saia da crise em que está mergulhado.Ao final da palestra Ciro foi delirantemente aplaudido.

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Acuada pelas críticas recebidas do Ministério da Agricultura, com o aval do presidente Michel Temer, a Polícia Federal reagiu à ofensiva contra a Operação Carne Fraca. Apesar de não ter se pronunciado oficialmente, agentes e delegados ligados ao caso destacaram que existem informações sigilosas em poder dos investigadores que justificam as ações autorizadas pelo juiz da 14ª Vara Federal de Curitiba, Marcos Josegrei Silva. Eles esperam novos capítulos da apuração a partir de informações ainda em segredo de Justiça, inclusive com o surgimento de delatores.

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O presidente Michel Temer reuniu alguns de seus ministros na noite de hoje (15) no Palácio da Alvorada. No encontro, que durou cerca de quatro horas e meia, foi discutida a criação do Ministério da Segurança Pública. O governo já ensaia, desde o ano passado, tirar o ministério do papel. Os ministros da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco, e da Defesa, Raul Jungmann, foram alguns dos presentes ao encontro. Parte da reunião também foi dedicada a discutir formas de atuação do governo federal no combate à violência no Rio de Janeiro.

A reunião também contou com a presença do ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira. A criação de um novo ministério precisa do aval da pasta do Planejamento, responsável pela avaliação do impacto orçamentário nesse tipo de caso. Também estiveram no Palácio da Alvorada os presidentes do Senado e da Câmara, respectivamente Eunício Oliveira e Rodrigo Maia.

Mais cedo, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB-RR), comentou sobre a criação do novo ministério. Ele negou que a pasta venha para enfraquecer o trabalho da Polícia Federal. “Nós estamos falando de ações de repressão, investigação e informação no tocante à segurança pública. Portanto, a PF tem dois papéis, o de Polícia Judiciária e de segurança pública, para intervenção direta pró-segurança. Esses papéis são distintos e teriam áreas distintas de atuação”.

Segurança no Rio

Um assessor próximo ao presidente informou que os casos recentes de violência no Rio de Janeiro também foram discutidos esta noite. Esta parte da reunião teve a presença do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão.

No entanto, ainda não há nenhuma decisão anunciada sobre o que será feito para ajudar o estado. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, já havia adiantado na última quarta-feira (14) que o governo discutiria a questão de como ajudar o Rio ainda esta semana. O governo Temer já havia prestado apoio ao estado desde o ano passado para suporte a ações da Polícia Militar local para combate à criminalidade, como ocorreu em ação na Rocinha.

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O presidente Michel Temer disse hoje (17) que o governo está aberto para negociar mudanças na reforma da Previdência, em tramitação no Congresso Nacional. “Nós achamos que a proposta ideal, a necessária para colocar o país nos trilhos de uma vez, é aquela que o Executivo mandou. Se houver necessidade de conversações, nós não estamos negando qualquer espécie de conversação. O que não podemos é quebrar a espinha dorsal da Previdência”, ressaltou Temer, em palestra para executivos de cerca de 100 empresas reunidos na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em São Paulo.

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